A sessão síncrona
desta unidade curricular constituiu um momento de aprofundamento e
problematização das ideias anteriormente discutidas em fórum, funcionando como
um espaço de construção partilhada de conhecimento. Mais do que uma exposição
de conteúdos, assumiu-se como um ambiente de diálogo, onde a interação entre
participantes permitiu clarificar conceitos e ampliar perspetivas.
Um dos aspetos mais
relevantes discutidos foi a necessidade de recorrer a múltiplas fontes de
informação, incluindo a Inteligência Artificial, não como substituto do
pensamento, mas como elemento participante no processo de aprendizagem. Esta
perspetiva reforça a importância de uma postura crítica e ativa, em que o
conhecimento é construído através da articulação entre diferentes contributos.
No âmbito do modelo
pedagógico da unidade curricular, foram abordadas as dimensões de presença
social, presença cognitiva e presença docente, que sustentam a qualidade
das experiências de aprendizagem em ambientes virtuais. Estas dimensões
evidenciam que aprender não se reduz ao acesso à informação, mas depende da
interação, da construção de sentido e da mediação pedagógica.
Na sessão síncrona, a
comunicação foi retomada como elemento central destes ecossistemas. Longe de
uma lógica linear ou transmissiva, assume-se como um processo dinâmico, em que
todos/as participam enquanto emissores/as e recetores/as. Esta centralidade da
comunicação reforça a ideia de que a aprendizagem emerge das relações
estabelecidas entre participantes, num ambiente em que a presença se constrói
para além da dimensão física.
Neste sentido, a noção
de habitar atópico ganha particular relevância. Nos ecossistemas
digitais, a distância deixa de ser um fator determinante, sendo substituída
pela qualidade da participação e pela forma como os sujeitos se tornam
presentes no ambiente. Esta perspetiva aproxima-se de uma pedagogia conectiva,
em que a aprendizagem resulta das ligações estabelecidas em rede.
Outro ponto de
reflexão prendeu-se com o desafio do atual “dilúvio de conhecimento”,
caracterizado pela abundância de informação disponível. Neste contexto,
torna-se fundamental desenvolver competências críticas que permitam selecionar,
interpretar e atribuir sentido à informação, evitando uma relação superficial
com o conhecimento.
A integração de
modelos de linguagem de grande escala (LLM) foi também problematizada,
nomeadamente no que se refere ao risco de empobrecimento cognitivo,
quando a sua utilização não é acompanhada por reflexão crítica. Esta questão
reforça a necessidade de uma utilização consciente e pedagogicamente orientada
destas tecnologias.
Referência
Moreira, A. (2026). Sessão síncrona da unidade curricular Ambientes Virtuais de Aprendizagem [Comunicação oral não publicada]. Universidade Aberta.
Nota
Este texto baseia-se numa sessão síncrona realizada no âmbito de uma unidade curricular, disponibilizada apenas em ambiente restrito de aprendizagem (plataforma institucional), pelo que optei por preservar os dados pessoais e a imagem das pessoas participantes, de acordo com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

